Alta da sinistralidade reacende debate sobre futuro dos planos de saúde

O resultado da Bradesco Saúde no segundo trimestre reacendeu um alerta para todo o setor de saúde suplementar. Apesar do aumento do lucro e da receita, a alta da sinistralidade — indicador que mede os gastos com assistência médica — preocupou investidores e pressionou as ações da empresa.
Problema é de todo o setor
Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Ponto Público, o cenário não é exclusivo de uma operadora. O envelhecimento da população, os tratamentos cada vez mais caros e o aumento da utilização dos serviços têm elevado os custos acima do crescimento das receitas.
ANS precisa modernizar o modelo
Os especialistas defendem que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promova uma modernização do sistema. Entre as alternativas está a adoção de modelos semelhantes aos seguros de saúde, com franquias e compartilhamento de parte dos custos pelos beneficiários.
Segundo eles, essa mudança pode estimular o uso mais consciente dos serviços e aumentar a sustentabilidade financeira das operadoras, preservando a assistência aos pacientes.
Futuro da saúde suplementar
Para os especialistas, o modelo atual está próximo do limite. Sem mudanças estruturais, a tendência é de aumento dos reajustes, redução da oferta de planos e dificuldades para manter a saúde suplementar acessível.
O debate sobre a modernização do setor, afirmam, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para garantir a sobrevivência dos planos de saúde no Brasil. Redação Ponto Público São Paulo
