Medicamentos no Brasil: por que o preço pesa mais no bolso do que na Europa?

O preço dos medicamentos no Brasil é, em média, mais alto do que nos mercados europeus quando analisado o impacto final no bolso do consumidor. Embora o Brasil possua um teto de preços rígido estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a carga tributária abusiva — especialmente o ICMS, imposto estadual — e as diferenças estruturais de negociação fazem com que os remédios por aqui pesem muito mais no orçamento familiar do que na Europa.
No Brasil, os medicamentos carregam uma das maiores tributações do mundo, girando historicamente em torno de 31% a 35% de impostos, percentual fortemente influenciado pelo ICMS estadual.
Na Europa, por outro lado, os medicamentos são tratados como bens essenciais à sobrevivência. O imposto cobrado é mínimo: cerca de 2,1% na França, 3,8% na Espanha e zero no Reino Unido.
Além disso, os países europeus vinculam os preços dos medicamentos à sua eficácia real, o que contribui para a redução dos custos e amplia o acesso da população aos tratamentos.
Diante desse cenário, cabe uma reflexão: você já perguntou ao seu governador quanto é arrecadado em ICMS sobre os medicamentos e para onde esse dinheiro é destinado?
Agora, olhando melhor para essa realidade, talvez seja possível entender por que os europeus apresentam indicadores de envelhecimento mais saudável e longevo.


