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Saúde sob pressão: concentração de mercado alerta sobre preços e concorrência

  • 26 de mai.
  • 1 min de leitura
(Foto: Chrisopher Neal/The New York Times)
(Foto: Chrisopher Neal/The New York Times)

Grandes grupos privados redesenham o setor de saúde no Brasil. Nos últimos anos diversas fusões e aquisições levaram à concentração de mercado e à chamada verticalização, modelo em que uma mesma empresa passa a controlar desde o plano de saúde até hospitais, clínicas e exames laboratoriais.

Rede D’Or, Fleury, Dasa e Grupo Santa cresceram nesse cenário, ampliando presença e reduzindo o espaço de concorrentes independentes. Na prática, o paciente passa a circular dentro de uma mesma estrutura, com menos opções fora dessas redes.

Para especialistas, o efeito pode ir além da organização do sistema. Estudos indicam que a consolidação tende a reduzir a concorrência e aumentar os preços, sem garantia de melhora proporcional na qualidade do atendimento. Com menos competição, o custo tende a subir e quem paga a conta é o consumidor.

O tema já preocupa órgãos de controle. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, acompanha o movimento e analisa sucessivas operações no setor, além de já ter recebido denúncias relacionadas a possíveis práticas que podem afetar a livre concorrência.

Enquanto o mercado se reorganiza e poucos grupos ampliam seu domínio, o impacto das ações desses grupos hospitalares e laboratórios chega diretamente aos usuários, que enfrentam reajustes cada vez mais altos e uma rede de atendimento cada vez mais concentrada. É a saúde virando comodities.

 
 
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